23/02/2010

Sonito

O tempo escoa-se por entre os dedos de forma constante e irremediável. E quando um sorriso de vida vem interromper por instantes este desígnio não é possível deixar de querer perpetuar esse momento como se fosse um milagroso remédio para toda a falta de tempo.
Olho o rosto da Juliana, a respiração quase imperceptível, os bracinhos a aconchegar a almofada e apetece-me parar o tempo. Só para ficar ali, olhando-a no seu sonito, escutando a sua melodia silenciosa! Não lhe toco para não a desafinar.
Na caminha ao lado ouço um quase imperceptível ronco. Debruço-me sobre o rosto do Rodrigo e beijo-o. Passo-lhe a mão pelos cabelos e volto a beijá-lo.
Não se passa nada. Só o tempo. E tudo o resto, apenas o que de mais belo tem a minha vida!