20/07/2010

Esperas

Acontece-nos com alguma frequência ter de consumir algum do nosso tempo em esperas não totalmente programadas. É a ida às finanças, a substituição de um pneu na oficina, a consulta no dentista…


Nessas ocasiões socorremo-nos da revista com dois meses de publicação que está sobre o balcão ou ocupamos o tempo a… pensar!

Admirável espera esta que me leva a pensar!

Livre das amarras do tempo e da pressão dos assuntos habituais, de casa ou do trabalho, o meu pensamento deixa-se ocupar pelos sonhos que espreitam uma aberta para poderem assaltar a mente. De repente dou comigo a anotar ideias novas ou a espevitar outras que já haviam surgido anteriormente.

A sala de espera transforma-se num gabinete de projectos e, no ar ou num qualquer pedaço de papel que se apresente à liça, rabisco uma série de notas que, em breve ou naquele nunca sonhador, poderão tornar-se preciosas para ajudar a concretizar algo novo ou estender esse desejo.

A espera dificilmente será uma perda de tempo se a transformarmos numa milagrosa oportunidade de ter tempo.