27/07/2009

Barraca

Quando ontem, ao final do dia, questionava o meu filhote sobre o que mais lhe tinha agradado na nossa jornada de praia, as minhas memórias voaram até à minha infância e aos Domingos de praia em Buarcos. Partilhei com ele as viagens demoradas, as filas nas Alhadas, o frango de churrasco comprado à ida e os pastéis de Tentúgal, às vezes, no regresso.
E lembrei-me da barraca. O guarda-Sol enorme, de cor verde desbotado e franja branca; a saia pendurada nas varetas do chapéu e travada na base com areia; a manta de tiras a atapetar aquele pedaço de propriedade privada no areal.
Depois a lembrança saltou para as pessoas à volta da barraca. Eu e o meu irmão a brincar na sombra das traseiras, os adultos a dormir a sesta lá dentro…
E lá estava a minha mãe, entre os “naperons” sob a pala na entrada da barraca e os banhos longos e temerários na água fria do Atlântico.
As lágrimas afloraram os meus olhos e uma vez mais senti uma profunda tristeza pela ausência da minha mãe.
O que eu não daria para a ter tido connosco na praia, ontem, em São Pedro de Moel e sem barraca! Mas com o Rodrigo e a Juliana!