21/07/2008

Calor

Faz calor. Muito. Quase tanto como naqueles dias em que o alcatrão da estrada se moldava à forma dos meus dedos descalços, fintando o escaldão na sola dos pés e desafiando em velocidade o carro que sempre aparecia à saida da curva. Eram os verões quentes da minha adolescência, entre o Rio Ceira e a N17, entre a lavoura das terras e os mergulhos redentores junto ao açude.
Faz hoje um calor desses. Só não é tão mágico!